BCP
January 25th, 2008
Nos últimos meses temos assistido a uma novela quase mexicana sobre a vida de um Banco português: o BCP.
Tudo começou quando o protegido do fundador se rebela e deixa de obedecer ao mestre. Confusão e guerra instalada, o traidor é afastado do poder e começa a lavagem de roupa suja.
Desde empréstimos milionários perdoados pelo Banco ao filho do Fundador, que tem bastante jeito para negócios pouco lucrativos, a falcatruas em transações na Bolsa.
E parece que os orgãos responsáveis pela seriedade do sector bancário e das transações em Bolsa, estavam todos muito distraídos porque ninguém reparou que o BCP fez algumas operações que aparentemente não são muito legais e nem eram para ser do dominio público, até que alguém as denunciou.
As auditorias parecem que serviam mais para manter ocupados uns auditores que viemos agora a saber que não tinham capacidade para descobrir tais operações, o que nos faz pensar para que raio serviam as tais auditorias. A não ser claro uma factura choruda pelas horas passadas a ver números muito bonitos e fantásticos enquanto eram desviados daqueles números menos limpos e claros.
O Banco de Portugal não foi avisado. Esqueceram-se de avisar uma entidade como o Banco de Portugal, entidade reguladora do sector que havia um Banco a fazer umas transações muito pouco reguladas.
Nunca teá ocorrido a esta entidade, fazer ela própria umas auditorias aos Bancos que regula…
Agora dizem que ninguém podia saber, ver, ouvir, cheirar. Enfim, não fossem as comadres zangarem-se e provávelmente agora não se sabia de nada.
O que nos faz outra vez pensar que na realidade ninguém controla nada efectivamente. As entidades bancárias podem fazer e desfazer - facto que já ocorre quando cobram todos os meses taxas que ninguém sabe de onde veem - e ninguém sabe de nada até vir parar aos jornais.
Uma vez publicado, então as entidades reguladoras já estão avisadas e podem nessa altura pedir esclarecimentos embora venham a reconhecer que não se podia fazer nada antes porque ninguém sabia de nada.
Quantos mais destes “pequenos enganos” existem sem que nós saibamos de nada?
Nunca gostei do BCP e esta impressão já remonta ao tempo em que o Sr. Jardim Gonçalves dizia que não contratava mulheres porque estas faltavam muito para tratar dos filhos. Foi algo tão machista que nunca quis ter lá nem um euro, na altura ainda escudos.
Nunca me inspiraram confiança. Mas assim se constroi um dos maiores Bancos Portugueses.
E ainda há quem vá lá deixar o seu dinheirinho!!!!
Eu hein!!!!!
Entry Filed under: politiquices
1 Comment Add your own
1. mariadelfinapereira | January 27th, 2008 at 7:06 pm
Este post é excelente . Senti cada palavra do texto.
Resto de bom Domingo
BJS
Maria Delfina
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